Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

A propósito de "British Jobs for British Workers"

De acordo com a Lusa, Gordon Brown «aconselhou hoje "bom senso" às empresas que operem no Reino Unido e o recurso a trabalhadores locais, apelando ao fim das greves contra a contratação de trabalhadores estrangeiros

Com a crise que o mundo atravessa e com o aumento diário do desemprego, esta situação era previsível e creio que o que está a acontecer no Reino Unido é apenas o início do que se poderá vir a passar em muitos outros países, inclusivamente em Portugal.

Entendo que as políticas de imigração devem ser moderadas e a contratação de mão de obra estrangeira deve acontecer quando, nas respectivas áreas, estão esgotados os recursos do próprio país. É uma questão de bom senso.

Todos sabemos que, na maioria dos casos, a contratação de mão de obra estrangeira é significado de mão de obra barata. Em alturas de desenvolvimento económico em que as pessoas podem dar-se ao luxo de recusar trabalhos mais árduos e financeiramente menos compensatórios, ninguém se queixa da mão de obra estrangeira e barata. Ela parece, até, inevitável. Mas, em alturas de recessão económica, os níveis de desemprego disparam e, naturalmente, todas as pessoas que, de um dia para o outro sem vêem sem ordenado e com famílias para sustentar, ficam dispostas a tudo para conseguir ou recuperar um emprego. Ora, quando se apercebem que, apesar das suas qualificações para o trabalho em causa, são preteridas a favor de estrangeiros que irão receber muito menos, não se conformam. Creio que isto é linear e, desculpem-me a franqueza, é uma reacção humana. Trata-se apenas de instinto de sobrevivência, que creio despropositado apelidar de xenofobia.

Mas tudo isto poderia ser evitado ou, pelo menos, bastante atenuado se as políticas de imigração fossem, como disse em cima, moderadas. Como em tudo na vida, "nem oito nem oitenta". Não digo que a entrada de imigrantes deveria ser proibida, muito pelo contrário. A História demonstra bem a influência que os imigrantes tiveram no desenvolvimento de inúmeros países e seria hipócrita da minha parte "esquecer-me" dos milhões de portugueses espalhados pelo mundo que, com todo o mérito, têm contribuido para o desenvolvimento desses países e de Portugal. Mas não se podem usar dois pesos e duas medidas, isto é, para os nossos sairem vale tudo mas, para os outros entrarem no nosso país "alto lá e pára o baile". Não pode ser assim.

Obviamente, esta não é uma decisão fácil de tomar mas parece-me que as decisões mais fáceis nem sempre são as melhores. É preciso coragem política nesta matéria.

Políticas sérias têm de ser reflectidas e ponderadas. E, neste caso, acredito que a decisão mais séria é a imigração moderada. Evitaria, com certeza, muitos episódios de violência e, essa sim, deve ser combatida a todo o custo.

publicado por Maria Pia às 16:46
link do post | comentar

.Maria Pia Bonneville

.Junho 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
27
28
29
30

.posts recentes

. Michael Jackson

. Parlamento Europeu

. A não perder

. A impotência do Homem per...

. Quem diz o que quer...

. A impotência do Homem per...

. Excentricidades

. E quem fala assim não é g...

. Curioso

. Porto igual a si mesmo

.arquivos

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds